PROCESSO DE MUDANÇA DO PLANEJAMENTO GERENCIAL E ORÇAMENTÁRIO EM UMA INDÚSTRIA TÊXTIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51320/rmc.v25i1.1539

Palavras-chave:

Contradições Institucionais, Práxis Humanas, Mudança Institucional, Indústria Têxtil

Resumo

Este estudo busca entender como as contradições institucionais e as práxis promoveram o processo de institucionalização do controle gerencial e orçamentário em uma indústria têxtil no oeste do Paraná. Utilizando uma abordagem qualitativa, o estudo de caso descritivo incluiu entrevistas com gestores das áreas de Controladoria, Consultoria, Financeiro, Logística e Industrial. Visitas foram realizadas para a triangulação dos dados. As entrevistas coletaram informações sobre a implantação do controle orçamentário, revelando que as contradições, como a ineficiência de controles e sistemas, impulsionaram a mudança no controle gerencial. As práxis humanas foram fundamentais nessa transformação, com a equipe demonstrando abertura, engajamento e adaptações operacionais. O estudo contribui teoricamente ao compreender as contradições, práxis e mudanças nos controles gerenciais dentro de uma organização do setor industrial têxtil. Identificou técnicas gerenciais utilizadas e expôs o impacto das mudanças no controle gerencial nesse setor, por meio da implantação do projeto CONFIAR, da metodologia FCA (Fato, Causa, Ação) e de novas ferramentas gerenciais (Power BI). Em termos práticos, identifica as técnicas gerenciais e as mudanças que impactaram o controle gerencial na organização, bem como a legitimidade com o apoio do modelo de Seo & Creed (2002) na implantação de controles orçamentários e gerenciais na indústria têxtil. Socialmente, destacam-se três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): (viii) Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos; (ix) Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação; e (xii) Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leandro Augusto Toigo, UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Pananá.

Doutor em ciências contábeis e administração pela FURB;

Mestre em ciências contábeis pela UNISINOS;

Professor adjunto do mestrado em contabilidade da UNIOESTE.

Referências

Almeida, D. M., Lavarda, C. E. F., & Gasparetto, V. (2021). Contradições e Práxis Institucionais no Desenho dos Controles Gerenciais em uma Empresa Familiar. BASE - Revista de Administração e Contabilidade da UNISINOS, 18(2), 304-334. DOI: https://doi.org/10.4013/base.2021.182.06

Angonese, R., & Lavarda, C. E. F. (2017). Fatores para a implantação da mudança em sistemas de contabilidade gerencial. Enfoque: Reflexão Contábil, 36(1), 139-154. DOI: https://doi.org/10.4025/enfoque.v36i1.30479

Alsharari, N. M., Eid, R., & Assiri, A. (2019). Institutional contradiction and BSC implementation: Comparative organizational analysis. International Journal of Organizational Analysis, 27(3), 414-440. DOI: https://doi.org/10.1108/IJOA-08-2017-1219

Arezki, M. R., & Nabli, M. M. K. (2012). Natural resources, volatility, and inclusive growth: perspectives from the Middle East and North Africa. International Monetary Fund, 1-33 DOI: https://doi.org/10.5089/9781475503326.001

Benson, J. K. (1977). Organizations: A dialectical view. Administrative science quarterly, 1-21. DOI: https://doi.org/10.2307/2391741

Beuren, I. M., & Dallabona, L. F. (2013). Presença de mecanismos isomórficos em empresas contábeis. Revista Alcance, 20(1 (Jan-Mar)), 096-116. DOI: https://doi.org/10.14210/alcance.v20n1.p096-116

Beuren, I. M., Althoff, N. S., & Stédile, R. M. (2010). Práxis da controladoria em empresas familiares brasileiras. Revista Ciências Administrativas, 16(2), 432-453.

Beuren, I. M., & Macohon, E. R. (2010). Institucionalização de hábitos e rotinas na contabilidade gerencial em indústrias de móveis. Organizações & Sociedade, 17, 705-723. DOI: https://doi.org/10.1590/S1984-92302010000400007

Burns, J., & Baldvinsdottir, G. (2005). An institutional perspective of accountants' new roles–the interplay of contradictions and praxis. European accounting review, 14(4), 725-757. DOI: https://doi.org/10.1080/09638180500194171

Burns, J., & Scapens, R. W. (2000). Conceptualizing management accounting change: an institutional framework. Management accounting research, 11(1), 3-25. DOI: https://doi.org/10.1006/mare.1999.0119

Dal Magro, C. B., & Lavarda, C. E. F. (2015). Evidências sobre a caracterização e utilidade do orçamento empresarial nas indústrias de Santa Catarina. Advances in Scientific and Applied Accounting, 039-062. DOI: https://doi.org/10.14392/asaa.2015080103

Dias Filho, F. F., & de Fátima Sales, L. (2014). O orçamento como instrumento contábil de controle e apoio à gestão das organizações modernas: Um estudo com concessionárias de veículos leves de Belo Horizonte. Revista Mineira de Contabilidade, 4(56), 20-25.

DiMaggio, P. J., & Powell, W. W. (2005). A gaiola de ferro revisitada: isomorfismo institucional e racionalidade coletiva nos campos organizacionais. RAE-Revista de Administração de Empresas, 45(2), 74-89.

Frezatti, F., Relvas, T. R. S., do Nascimento, A. R., Junqueira, E. R., & de Souza Bido, D. (2010). Perfil de planejamento e ciclo de vida organizacional nas empresas brasileiras. Revista de Administração, 45(4), 383-399. DOI: https://doi.org/10.1016/S0080-2107(16)30469-1

Hansen, S. C., Otley, D. T., & Van der Stede, W. A. (2003). Practice developments in budgeting: an overview and research perspective. Journal of management accounting research, 15(1), 95-116. DOI: https://doi.org/10.2308/jmar.2003.15.1.95

Jorge, B. F., Pereira, C. C., & Da Silva, I. A. (2018). A Contabilidade Gerencial como ferramenta de gestão empresarial. Revista Global Manager Acadêmica, 6(2), 538-549.

Kaveski, I. D. S., Beuren, I. M., Gomes, T., & Lavarda, C. E. F. (2021). Influência do uso diagnóstico e interativo do orçamento no desempenho gerencial mediado pelo comprometimento organizacional. BBR. Brazilian Business Review, 18, 82-100. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2021.18.1.5

Lavarda, C. E. F., & Popik, F. (2016). Contradições institucionais, práxis e mudança do controle gerencial: Estudo de caso em uma cooperativa. Advances in Scientific and Applied Accounting, 119-140. DOI: https://doi.org/10.14392/ASAA.2016090201

Modolon Lima, M., Vailatti, J. L., Lunkes, R. J., Gasparetto, V., & Schnorrenberger, D. (2017). Práticas orçamentárias aplicadas em concessionárias de veículos no Estado de Santa Catarina. Revista Ambiente Contábil-Universidade Federal do Rio Grande do Norte-ISSN 2176-9036, 9(2), 23-40. DOI: https://doi.org/10.21680/2176-9036.2017v9n2ID9606

Major, M. J., & Ribeiro, J. A. (2009). A teoria institucional na investigação em contabilidade. In Major, M. J., & Vieira, R. Contabilidade e Controle de Gestão: Teoria, Metodologia e Prática.

Martins, G. D. A., & Theóphilo, C. R. (2009). Metodologia da investigação cientifica. São Paulo: Atlas, 143-164.

Oliver, C. (1991). Strategic responses to institutional processes. Academy of management review, 16(1), 145-179. DOI: https://doi.org/10.5465/amr.1991.4279002

Otley, D. (1999). Performance management: a framework for management control systems research. Management accounting research, 10(4), 363-382. DOI: https://doi.org/10.1006/mare.1999.0115

Rangel, A. S., da Silva, M. M., & Costa, B. K. (2010). Competitividade da indústria têxtil brasileira. INMR-Innovation & Management Review, 7(1), 151-174.

Ribeiro, J. A., & Scapens, R. W. (2006). Institutional theories in management accounting change: contributions, issues and paths for development. Qualitative research in accounting & management, 3(2), 94-111. DOI: https://doi.org/10.1108/11766090610670640

Sena, A., Freitas, C. M. D., Barcellos, C., Ramalho, W., & Corvalan, C. (2016). Medindo o invisível: análise dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em populações expostas à seca. Ciência & Saúde Coletiva, 21, 671-684. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232015213.21642015

Seo, M. G., & Creed, W. D. (2002). Institutional contradictions, praxis, and institutional change: A dialectical perspective. Academy of management review, 27(2), 222-247. DOI: https://doi.org/10.5465/amr.2002.6588004

Scapens, R. W. (1994). Never mind the gap: Towards an institutional perspective on management accounting practice. Management Accounting Research, 5(3-4), 301-321. DOI: https://doi.org/10.1006/mare.1994.1019

Sharma, U., Lawrence, S., & Lowe, A. (2010). Institutional contradiction and management control innovation: A field study of total quality management practices in a privatized telecommunication company. Management Accounting Research, 21(4), 251-264. DOI: https://doi.org/10.1016/j.mar.2010.03.005

Sousa, J. R. de. (2020). Práxis e Formação Humana: Elementos de Compreensão a partir da Filosofia da Práxis. Revista Práxis E Hegemonia Popular, 2(2), 34–46. DOI: https://doi.org/10.36311/2526-1843.2017.v2n2.p34-46

Soeiro, T. D. M., & Wanderley, C. D. A. (2019). A teoria institucional na pesquisa em contabilidade: uma revisão. Organizações & Sociedade, 26, 291-316. DOI: https://doi.org/10.1590/1984-9260895

Toigo, L., Ferrari, E. O., Felipetto, M. R. Z., & Dal Vesco, D. G. (2022). Influência das Contradições, Práxis e Mudanças Institucionais nos Controles Orçamentários Durante Período Pandêmico: Uma Survey nas Distribuidoras de Energia Elétrica do Brasil. Revista UNEMAT de Contabilidade, 11(22), 121-143.

Von Muhlen, A., Dal Vesco, D. G., Meyr, C. E., & Grapegia, A. Z. (2019). Isomorfismo Institucional na Contabilidade: uma pesquisa em um escritório contábil. Revista Gestão Organizacional, 12(3). DOI: https://doi.org/10.22277/rgo.v12i3.5210

Wanderley, C. A., & Cullen, J. (2012). Um caso de mudança na contabilidade gerencial: A dinâmica política e social. Revista de Contabilidade & Finanças, 23(60), 161-172. DOI: https://doi.org/10.1590/S1519-70772012000300002

Wanderley, C. A. (2019). Um modelo processual de mudança na contabilidade gerencial baseado nas contribuições da teoria institucional. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, 13(4), 390-409.

Wrubel, F., Toigo, L. A., & Lavarda, C. E. F. (2015). Mudanças nas Rotinas Contábeis: Contradições Institucionais e Práxis Humanas. RACE: Revista de Administração, Contabilidade e Economia, 14(3), 1175-1204. DOI: https://doi.org/10.18593/race.v14i3.6484

Zuccolotto, R., Silva, G. M., & Emmendoerfer, M. L. (2010). Limitações e possibilidades de compreensão da utilização das práticas de contabilidade gerencial por perspectivas da Teoria Institucional. BASE - Revista de Administração e Contabilidade da UNISINOS, 7(3), 233-246. DOI: https://doi.org/10.4013/base.2010.73.05

Downloads

Publicado

2024-04-30

Como Citar

Costa, A. T. da, Silva, A. de A., Toigo, L. A., & Vesco, D. G. D. (2024). PROCESSO DE MUDANÇA DO PLANEJAMENTO GERENCIAL E ORÇAMENTÁRIO EM UMA INDÚSTRIA TÊXTIL. Revista Mineira De Contabilidade, 25(1), 69–82. https://doi.org/10.51320/rmc.v25i1.1539

Edição

Seção

Artigos científicos: