ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL

IMPACTO A CURTO PRAZO NO VALOR DE MERCADO DAS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CARTEIRA ISE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51320/rmc.v27i1.1797

Palavras-chave:

Efeito índice, Sustentabilidade Empresarial, Carteira de investimento

Resumo

Este estudo aborda o impacto da inclusão de empresas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da bolsa de valores do Brasil, sobre o valor de mercado de suas ações, num contexto de um foco crescente na sustentabilidade organizacional. O objetivo foi o de verificar se a inclusão no ISE contribui para a geração de retornos anormais aos acionistas, sinalizando uma possível alteração na percepção do valor das empresas pelo mercado. Utilizando séries históricas de cotações das ações que compuseram as carteiras teóricas do ISE nos anos de 2021 a 2023, e uma metodologia empírico-analítica, esta investigação aplicou a técnica do estudo de evento para comparar o comportamento das variações diárias das cotações das ações das empresas do ISE com as variações médias de mercado, representado pelo Índice Bovespa (IBOV). A análise indicou que, no curto prazo, a inclusão da empresa no ISE altera a percepção dos investidores sobre seu valor, resultando em um desempenho diferenciado das ações, o que reforça a hipótese de que práticas sustentáveis afetam a percepção de valor dos investidores sobre as ações, refletida na variação dos preços. O resultado inovador é que o desempenho diferenciado das ações destas empresas ingressantes no ISE se mostrou negativo no acumulado do período em questão e inferior ao do Ibovespa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sofia Pignoli de Castro, Universidade de São Paulo

Bacharela em Administração pela FEA-RP/USP

Gabriel de Almeida Aguiar, Universidade de São Paulo

Doutorando em Administração de Organizações pela FEA-RP/USP

Luiz Eduardo Gaio, UNICAMP

Professor na FCA/UNICAMP

Tabajara Pimenta Júnior, Universidade de São Paulo

Professor do departamento de Administração da FEA-RP/USP

Referências

Adamska, A., & Dąbrowski, T. J. (2021). Investor reactions to sustainability index reconstitutions: Analysis in different institutional contexts. Journal of Cleaner Production, 297, 126715. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2021.126715

Barauskaite, G., & Streimikiene, D. (2021). Corporate social responsibility and financial performance of companies: The puzzle of concepts, definitions and assessment methods. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, 28(1), 278–287. DOI: https://doi.org/10.1002/csr.2048

Beato, R. S., Souza, M. T. S., & Parisotto, I. S. (2009). Rentabilidade dos índices de sustentabilidade empresarial em bolsa de valores: um estudo do ISE/Bovespa. Revista de Administração e Inovação, 6(3), 108–127.

B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. (2024a). Cotações históricas. São Paulo. Recuperado de https://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/market-data/historico/mercado-a-vista/cotacoes-historicas/

B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. (2024b). Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). São Paulo. Recuperado de https://iseb3.com.br/

B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. (2024c). Transparência. São Paulo. Recuperado de https://www.b3.com.br/pt_br/b3/sustentabilidade/institucional/transparencia/

Camargos, M. A., & Barbosa, F. V. (2003). Estudos de evento: teoria e operacionalização. Caderno de Pesquisas em Administração, 10(3), 1–20.

Carvalho Filho, M., Pimentel, M. S., Bertino, R. M. J., & Oliveira, A. R. L. (2018). Índice de sustentabilidade empresarial: uma análise acerca da evidenciação do passivo ambiental. Revista Ambiente Contábil, 10(1), 104–120. DOI: https://doi.org/10.21680/2176-9036.2018v10n1ID11053

Corrêa, M. A. K., & Euflausino, M. A. (2023). Índice de sustentabilidade empresarial e o efeito índice no mercado de capitais: uma análise de médio prazo. Orbis Latina, 13(1), 78–92.

Cristófalo, R. G., Akaki, A. S., Abe, T. C., Morano, R. S., & Miraglia, S. G. E. K. (2017). Sustentabilidade e o mercado financeiro: estudo do desempenho de empresas que compõem o índice de sustentabilidade empresarial (ISE). REGE-Revista de Gestão, 23(4), 286-297. DOI: https://doi.org/10.1016/j.rege.2016.09.001

Di Domenico, D., Mazzioni, S., Gubiani, C. A., Kronbauer, N. B., & Vilani, L. (2015). Práticas de responsabilidade socioambiental nas empresas de capital aberto de Santa Catarina listadas na BM&FBovespa. Revista Catarinense da Ciência Contábil, 14(42), 70–84. DOI: https://doi.org/10.16930/2237-7662/rccc.v14n42p70-84

Duda, E. N., Silva, D. J. C., Lagioia, U. C. T., & Santos, M. A. (2022). Cultura sustentável rima com bom desempenho? Um estudo das empresas listadas no índice de sustentabilidade empresarial (ISE). Revista de Gestão Social e Ambiental, 16(2), e02987. DOI: https://doi.org/10.24857/rgsa.v16n2-013

Elkington, J. (1998). Accounting for the triple bottom line. Measuring Business Excellence, 2(3), 18–22. DOI: https://doi.org/10.1108/eb025539

Geczy, C. C., Stambaugh, R. F., & Levin, D. (2021). Investing in socially responsible mutual funds. The Review of Asset Pricing Studies, 11(2), 309–351. DOI: https://doi.org/10.1093/rapstu/raab004

Gomes, F. P., & Tortato, U. (2011). Adoção de práticas de sustentabilidade como vantagem competitiva: evidências empíricas. Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 5(2), 33–49. DOI: https://doi.org/10.12712/rpca.v5i2.28

Kalai, L., & Sbais, Y. (2019). The impact of corporate social responsibility disclosure in terms of quantity and quality on the financial performance of companies in Tunisia. International Review of Management and Marketing, 9(3), 9–18. DOI: https://doi.org/10.32479/irmm.7573

Kim, S., Terlaak, A., & Potoski, M. (2021). Sustentabilidade corporativa e desempenho financeiro: reputação coletiva como moderador da relação entre desempenho ambiental e valor de mercado da empresa. Estratégia Empresarial e Meio Ambiente, 30(4), 1689–1701.

Mackinlay, A. C. (1997). Event studies in economics and finance. Journal of Economic Literature, 35(1), 13–39.

Marcondes, A. W., & Bacarji, C. D. (2010). ISE: sustentabilidade no mercado de capitais. São Paulo: Report.

Monteiro, A. A. F., Santos, T. R., & Santos, G. C. (2020). Índice de sustentabilidade empresarial (ISE) e desempenho econômico-financeiro nas empresas da B3. RAGC, 8(38), 65–78.

Nardy, A., Famá, R., Guevara, J. A., & Mussa, A. (2015). Verificação da ocorrência do efeito índice no Ibovespa – 2004-2013. Revista de Administração, 50(2), 153–168. DOI: https://doi.org/10.5700/rausp1191

Orellano, V. I. F., & Quiota, S. (2011). Análise do retorno dos investimentos socioambientais das empresas brasileiras. Revista de Administração de Empresas, 51(5), 471–484. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-75902011000500005

Pletsch, C. S., Silva, A. da, & Hein, N. (2015). Responsabilidade social e desempenho econômico-financeiro das empresas listadas no indice de sustentabilidade empresarial – ISE. Revista De Gestão Social E Ambiental, 9(2), 53–69. DOI: https://doi.org/10.24857/rgsa.v9i2.1018

Pizzi, S. (2018). The relationship between non-financial reporting, environmental strategies and financial performance: Empirical evidence from Milano stock exchange. Administrative Sciences, 8(4), 76-85. DOI: https://doi.org/10.3390/admsci8040076

Procianoy, J. L., & Verdi, R. S. (2006). Reação do mercado à alteração na composição da carteira de índices de bolsa de valores brasileiros. Revista Brasileira de Finanças, 4(2), 141–167. DOI: https://doi.org/10.12660/rbfin.v4n2.2006.1159

Salazar, J. N. A. (1997). Avaliação empírica do comportamento das ações no contexto da reavaliação da carteira teórica do índice Bovespa (Tese de doutorado). Fundação Getulio Vargas – FGV, São Paulo.

Serra, R. G., De Lima, G. A. S. F., Martelanc, R., & Lima, I. S. (2011). Efeito no preço das ações ingressantes no Ibovespa. Contabilidade Vista & Revista, 22(2), 15–42.

Silva, N. E. F., & Callado, A. L. C. (2020). DIVULGAÇÃO DO RANKING GLOBAL 100 E O EFEITO NOS RETORNOS DAS AÇÕES: UMA ABORDAGEM UTILIZANDO ESTUDO DE EVENTOS. Advances in Scientific and Applied Accounting, 13(2), 176–192. DOI: https://doi.org/10.14392/ASAA.2020130209

Silva, A. C. F., Santos, G. C., & Alcoforado, E. A. G. (2021). Análise comparativa dos resultados dos indicadores econômico-financeiros das empresas do setor bancário participantes e não participantes do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, 25(2), 98–120. DOI: https://doi.org/10.12979/rcmccuerj.v25i2.59532

Silveira, M. L. G., & Pfitscher, E. D. (2013). Responsabilidade socioambiental: estudo comparativo entre empresas de energia elétrica da região sul do Brasil. Perspectivas em Gestão & Conhecimento, 3(2), 177–195.

Singh, P. J., Sethuraman, K., & Lam, J. Y. (2017). Impact of corporate social responsibility dimensions on firm value: Some evidence from Hong Kong and China. Sustainability, 9(9), 1532-1556. DOI: https://doi.org/10.3390/su9091532

Todeschini, C., & Mello, G. R. de. (2013). Rentabilidade e sustentabilidade empresarial das empresas do setor de energia. RC&C. Revista De Contabilidade E Controladoria, 5(3).

Wang, Q., Dou, J., & Jia, S. (2016). A meta-analytic review of corporate social responsibility and corporate financial performance: The moderating effect of contextual factors. Business & Society, 55(8), 1083–1121. DOI: https://doi.org/10.1177/0007650315584317

Zago, A. P. P., Jabbour, C. J. C., & Bruhn, N. C. P. (2018). Sustentabilidade corporativa e criação de valor: o caso “Dow Jones Sustainability Index”. Gestão & Produção, 25(3), 531-544. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-530x2958-16

Publicado

2026-09-02

Como Citar

Pignoli de Castro, S., de Almeida Aguiar, G., Gaio, L. E., & Pimenta Júnior, T. (2026). ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL: IMPACTO A CURTO PRAZO NO VALOR DE MERCADO DAS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CARTEIRA ISE. Revista Mineira De Contabilidade, 27(1), 1–13. https://doi.org/10.51320/rmc.v27i1.1797

Edição

Seção

Artigos científicos: